eu sou muito fingidora. às vezes me impressiono comigo mesma. eu posso estar gritando loucamente que não quando na verdade estou sentindo que sim. tipo, mentirosa comigo mesma, ridículo.
like a rolling stone, seu bob dylan.
no direction home.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
lu ci a na.
muito estranho porque tive uma luz do nada, de escrever a respeito de mim. mas não a respeito do que vem acontecendo, ou de como eu tenho me portado diante das situações escrotas que me aparecem, mas escrever sobre como eu sou, o que me tornei, e como me tornei o que eu sou. não falo só do que acaba de acontecer, ou do que vem acontecendo há dois anos, há dez, há quinze. mas sim de tudo. de como eu me percebia antes, e me percebo agora. não como uma experiência de auto-conhecimento apenas, mas especialmente para provar pra mim mesma que há algum tempo eu já não presto mais tanta atenção assim em mim. longe de saber se isso é ruim ou bom, mas com certeza admitindo que esta é uma grande mudança. muitas coisas que eu achava de mim mesma se perderam, muitas características que eu não poderia ter nascido sem, hoje esqueci, ou simplesmente se esvaeceram. mesmo que algumas pessoas perdurem ao meu redor, as relações andam diferentes. eu rabisco e rabisco com força a canetinha pra ver se consigo reforçar o tom do colorido, mas as coisas insistem em desbotar. e talvez isso seja apenas mais alguma coisa que aconteceu, e eu não pude evitar, e mal perceber.
me tornei um pessoa fechada. se com 14, 15 e 16 anos a depressão séria e sangrenta parecia o maior bicho papão do mundo, e não foi encarada com a serenidade que tenho hoje, ela pôde ser enfrentada with a little help from my friends. eu não tinha nenhum escrúpulo de gritar e pedir ajuda até que alguém pudesse me socorrer. abria o berreiro, rasgava a garganta, acusava o mundo, esperneava até que alguém pudesse me olhar - e me olhar de novo, até enxergar - e perceber o que de mal havia. mesmo que na época tudo fosse o maior drama na minha vida, e que eu sofresse todos os dias com a intensidade de mil sóis, sabia que sempre haveria aquele recurso pra me ajudar, e me agarrei a ele com toda a força. ter aquela facilidade para pedir ajuda - mesmo que ajuda infantil, de chorar junto, de se cortar junto - foi fundamental pra que eu soubesse que aquilo era parte de crescer. me acostumei a dor de um jeito tal que hoje ela já não me parece grandes coisas. a diferença é que me porto de outro jeito.
com certeza desaprendi a ser junto. em algum ponto do caminho - e eu nem sei direito onde -, eu fui me recusando a pedir ajuda, ou a admitir certas coisas para os outros. independente do quão amigo seja o interlocutor, minhas verdades sempre são particionadas. transparência deixou de ser uma característica minha para dar lugar a uma sombra que sempre paira quando converso com alguém. fingidora. não por mal, não por conscientemente ter deixado de acreditar ou de dar valor, mas simplesmente por um movimento natural de recolhimento, e de virada de olhos pra dentro. não sei bem quando, nem porquê, mas acabei procurando tanto me ocupar do que acontecia internamente em mim, que me perdi em algum lugar do meu estômago. as pessoas me passaram meio que despercebidas, e eu também acabei passando. as transformações foram acontecendo, eu fui me tornando, me virando, me mudando, e sequer percebi muito bem o terremoto e a implosão que ocorreu. displicência talvez, sonolência... naturalidade. nem eu nem os outros percebemos que as coisas mudaram. mas elas mudaram.
agora parece que uma antiga parte de mim - a que pedia socorro, gritava, arranhava e pedia - está em constante desalinho com uma nova parte que tenta se manter serena e reclusa diante de qualquer acontecimento drástico. às vezes quero voltar a ser adolescente, ter 15 anos, transformar qualquer dor em dor física, mas sei que não posso. faço o que posso para não me dispôr a situações que julgo inúteis de sofrimento. não que eu o recuse por inteiro, mas é como se agora, numa tentativa de equilíbrio, essas duas partes, a nova e a velha, tentassem costurar um novo estado de espírito, um novo modus operandi do meu próprio sistema nervoso, das minhas noites, da minha satisfação. sei que não sou a mesma, e ao mesmo tempo tenho muito medo do que posso vir a ser. quero vir a ser, e não ficar à deriva. quero mesmo caminhar.
no final acho que tudo veio a ser crescimento, como sempre é. e que finalmente agora estou dando ouvidos a isso e a sua importância. eu quero me livrar de tudo, é verdade. não quero remoer, nem expremer os dias passados atrás de respostas que nem me importam mais. mas especialmente eu quero poder levantar. recuperar o ar. ter certeza de que foi só mais uma etapa, e que mesmo que os tijolos estejam todos espalhados, logo logo poderão se rejuntar. que a vida seja um bom cimento.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
a small victory.
não, não morri. quem me dera. hahaha
4h30 da matina, faith no more no wmp, e eu fico pensando... piro por cada coisa nada a ver que às vezes até eu me surpreendo. se A significa algum probleminha em minha vida, expremo aquela situação até ser minha alma exterior por semanas. ao mesmo tempo em que A deixa de ser um problema - ou porque resolvi, ou porque se resolveu sozinho -, imediatamente faço de B - que sempre esteve lá, quieto - um outro e insone problema. vou me alimentando de problemas e pirações continuas para não cair em um vácuo que talvez me dê medo. não entendo. mesmo depois de enfrentar todos os vácuos, precipícios e pântanos do meu interior, fico com medo dos ecos mais leves e casuais da vida de uma pessoa normal.
há, e quem disse que eu sou normal, não? daí tenho medo dessa mesmice em que muitos vivem e em que nadam. tenho medo de me afogar num marasmo que inunde meus pulmões. quase como morrer continuamente, a morte dentro da morte, como bonecas russas.
e depois vem a luz do dia. me deixa hiperativa, suada, dançante. vem como um soco. por uma hora e meia sou a rainha do universo, ninguém é páreo para mim, e faço todos chorarem. aí depois vem o sono, e quando acordo sou eu mesma em espirais de problemas, roupas, maquiagem e sapatos.
eu não sei... parece infinito, porque sempre terão os 3 meses do ano em que viverei assim. no fundo eu gosto, no fundo eu até rio de mim e isso é ótimo. às vezes cansa, mas aí eu fumo. e aí eu piro, e aí eu danço e durmo.
e foda-se.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
no recess.
wouldn't you believe it is just my luck...
no recess!
you're on high school again.
qualquer um duvidaria de como eu tenho me tornado craque em esquecer, apagar e jogar fora as pessoas. logo eu, a rainha do apego, em uma fase totalmente revoltada e vingativa contra todos os seres humanos, mesmo tendo sido eles os ditos *mais importantes da vida*. ninguém é importante além de mim, e do meu próprio umbigo. e tenho dito.
i'm NOT in high school again.
sábado, 16 de janeiro de 2010
all I really wanna do
I don't want to meet your kin,
Make you spin or do you in,
Or select you or dissect you,
Or inspect you or reject you.
All I really want to do
Is, baby, be friends with you.
I don't want to fake you out,
Take or shake or forsake you out,
I ain't lookin' for you to feel like me,
See like me or be like me.
All I really want to do
Is, baby, be friends with you.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
numb
I can't understand myself... anymore
'cause I'm still feeling lonely
feelin' so unholy...
'cause I'm still feeling lonely
feelin' so unholy...
'cause the child rose as life
tries to reveal what I could feel
and this loneliness
it just won't leave me alone, ohh no
and this loneliness,
it just won't leave me alone...
tries to reveal what I could feel
and this loneliness
it just won't leave me alone, ohh no
and this loneliness,
it just won't leave me alone...
tá, parei. daqui a pouco todos os dramas passam, vai.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
... slave of sensation.
arranhões, puxões de cabelo, dedos fincados na cintura, entrelaçados aos cabelos, línguas e dentes, barba, sorriso. aquele olhar.
extremamente provocante ser ele, como sempre, a reacender qualquer coisa que eu julgava apagada em mim. aquela velha metáfora do vulcão cabe como uma luva. de repente estou quase uivando, salivando, procurando. seria perfeito com menos 2 horas de distância. seria absolutamente perfeito (talvez não, babe). mas, como nada é, dá pra entender que antes de qualquer coisa, esse desejo venha me deixar acordada e me virar do avesso por dias. e é bom. e pensá-lo é melhor ainda.
arranhões, puxões de cabelo, dedos fincados na cintura, entrelaçados aos cabelos, línguas e dentes, barba, sorriso. e aquele olhar. full fed, yet I still hunger...
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