quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

holy shit.

Pra que tentar ir dormir? Meus batimentos acelerados não me enganam. Não vou conseguir. E não é só porque tenho despedaçado, invertido e explodido minha rotina de horários - dormindo às 7h, acordando às 16h. Não vou conseguir porque vou ficar pra sempre rolando na cama, nessa grande iminência de nada. Porque é exatamente isso que sufoca. O nada.
Termino de ver um filme às 4h da manhã, e ainda tenho coragem de entrar no messenger pra ver se há uma viva alma a quem eu possa me lamentar. Ou fingir que tudo está bem. De qualquer forma, não há ninguém. Pela primeira vez em uns 5 anos vejo minha lista de contatos on ine expressamente vazia. Excelente momento pra isso acontecer. Nem aquele nerd que deixa o msn ligado enquanto vai dormir deixou ligado hoje. Talvez eu tentasse uma mensagem offline, mas apesar do que possa parecer, ainda tenho alguma dignidade. Talvez. Não sei.
Tenho medo de estar mentindo pra mim em 70% do tempo. Tenho medo de não ter a fuga como uma das opções, da minha vida não ser um filme bobo italiano*, e que a realidade seja uma completa merda. Como ela tem sido sempre, afinal. Penso, penso, penso, e não podia ter feito nada melhor. O melhor não foi o suficiente, e é esta bosta que tenho que aceitar. O mundo é uma merda, e o que há? Melhor me convencer disso de uma vez.
Dois anos depois, uma semana depois, martela na minha cabeça. O amor não se conjuga no passado. Não deveria ter começado essa conjugação.
"To die by your side
Is such a heavenly way to die... I love The Smiths."
"Holy Shit."


*Ex. Grande  filme. O nome não tem propósito, todos voltam no final. Foi um tiro no cu. é, e o nome é "Ex" mesmo.

Ps: Tomara que eu fique cega nessas férias. De uma vez. Vendo filmes a 30 cm da tela do laptop, tenho fé que vou conseguir. Iupi. ¬¬